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A dor do parto

Hoje temos o prazer de publicar um pequeno texto escrito pela Deny, psicóloga e doula do MadreSer, sobre a "temível" do do parto!

Desde que o mundo é mundo, e citada inclusive na Bíblia “Parirás com dor”, a “temível” dor do parto está ali, presente.
Mas será que é tudo isso mesmo? Será que a mulher precisa “sofrer” para parir o fruto de um amor?
O primeiro passo é separar a “dor” do “sofrimento’, pois são coisas distintas.
Segundo a IASP (International Association for the Study of Pain), dor é definida como uma "experiência sensorial e emocional desagradável, associada a dano presente ou potencial, ou descrita em termos de tal dano". Sendo assim, observamos que existe sempre um componente subjetivo, individual, ou seja, de acordo com a história de vida de cada pessoa. Então, podemos concluir que cada um tem a “sua” dor e a percebe de maneira diferente.
A dor pode levar a um sofrimento. O sofrimento está aliado a um conceito mais global, ou seja, “um sentimento negativo que prejudica a qualidade de vida do sofredor”.
Então, baseados nessas definições, podemos concluir que podemos sentir dor sem sofrimento, como também podemos sofrer sem sentir dor, certo?
E é aí que chegamos na dor do parto.
Diferente das outras, a dor associada às contrações é intermitente, ou seja, tem começo, meio e fim, apresentando um intervalo entre as contrações para um bom relaxamento.
Como dito anteriormente, ela possui um caráter subjetivo, variando de mulher para mulher e até mesmo nos diversos partos de uma mesma mulher.
É facilmente esquecida, não sendo considerada um acontecimento traumático
Se faz muito importante durante um trabalho de parto, que se quebre o ciclo MEDO – TENSÃO – DOR. E como se faz isso?
Se informando em fontes confiáveis, se preparando física e mentalmente, buscando um profissional que respeite o seu tempo e o tempo de seu bebê, tendo o apoio de um acompanhante, a presença de uma doula, e principalmente acreditando na própria capacidade de parir, fazendo dessa dor, a sua aliada nesse momento.
Além disso, a dor pode ser amenizada com alguns métodos não farmacológicos:

• Controle da iluminação – A baixa luminosidade ajuda a relaxar e cria um ambiente confortável.
• Silêncio, privacidade, ambiente discreto – deixar que a mulher se sinta a vontade, permitindo uma maior concentração e interiorização
• Música - Relaxa
• Velas aromáticas
• Posicionamento – Algumas posições adotadas ajudam a acelerar o trabalho de parto, e amenizam a dor. Vale lembrar que cada mulher tem o direito de buscar e encontrar a “sua” posição
• Mobilidade – O movimento e fundamental para a evolução do trabalho de parto, e colabora para que a mulher busque a sua posição.
• Massagem – Ajuda a relaxar, e o toque proporciona uma excelente troca de energia
• Respiração – fundamental para a oxigenação do bebê, concentração e relaxamento
• Uso da água – a água é vida, ajuda no relaxamento e ameniza a sensação dolorosa
• Relaxamento – é a base do trabalho de parto. Estando tranqüila, relaxada, a mulher tem um controle maior sobre a dor.
• Visualização - Nada como “enxergar” o que está acontecendo dentro da gente e poder colaborar com a evolução do processo.

E para quem já ouviu que a dor do parto é uma dor “insuportável”, segue o gráfico abaixo para sua informação...


E com tudo isso, ainda existem mulheres que “fogem” da dor do parto e correm atrás de uma intervenção cirúrgica de médio a grande porte, onde correm um risco alto e acabam passando por dor maior....dá prá entender???
Em tempo...sempre que alguém disser a você que “sofreu” durante o trabalho de parto...avalie a situação e lembre da definição acima, ok?

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